Acho que uma boa maneira de iniciar esse fórum seria uma introdução ao que vem a ser o assunto de que trataremos em posts daqui pra frente. Para contextualizar mesmo, afinal são conceitos relativamente novos e isso pode causar confusão. Vamos a ela, então.
Pra começo de conversa, eu não gosto muito dessa palavra DJing, mas não tem outra. Discotecagem é rídicula, vamos combinar. O que acontece é que estamos reciclando uma sigla (DJ - disc jokey) para uma coisa que na verdade revê todo o paradigma do que vem a ser um DJ, visto que não há discos envolvidos.
Em todo caso, não há a menor possibilidade de o termo DJ ser um dia trocado só por que surgiram novas tecnologias. Nem todo mundo sabe exatamente o que significa a sigla, mas todo mundo sabe o que é um DJ. Então abandonemos essa discussão inútil sobre os termos.
Quando surgiram os CDJs, certamente teve muita gente dizendo que quem tocava CDs ao invez de bolachões de vinyl não eram DJs. E olha que essa mudança, nem foi tão grande, afinal o CDJ tenta ao máximo se parecer com uma pick-up, até tendo um jog-wheel para simular o que um DJ de vinyl faria para realizar o beatmatch. Mesmo assim, é perfeitamente compreensível que pessoas que tem muito mais trabalho para realizar uma ação denigram a imagem de pessoas que agora fazem uso da nova tecnologia, que facilita as coisas, por um número de razões que não vale a pena citar - isso já foi há bastante tempo.
Imaginem então o que pensar agora com o Digital DJing, ou seja, a "discotecagem digital", ou "laptop DJing", no qual várias outras facilidades foram introduzidas. (Digital DJing nem é um termo tão bom, afinal CDs já são mídia digital. Enfim)
O Digital DJing se refere a todo tipo de discotecagem feita puramente a partir de computadores, não importando exatamente como é feito, em que aplicativo, com que técnicas. Desde o advento do MP3 como formato de música digital universalmente aceito e trafegado na rede mais do que emails, já se vislumbrou a possibilidade de pegar essas músicas e fazer a mixagem das mesmas em um software. Dessa forma, não seria mais preciso gastar alguns milhares de reais comprando um par de CDJs e um mixer para que você pudesse fazer sets das músicas que gosta.
Nesse ponto da minha explicação, certamente tem pessoas que já fazem aquela interrupção irritante "ah, mas num dá pra comparar MP3 com som de CD" ou "fala sério, o programa faz tudo, isso não é DJ". Terminaram? Posso continuar? Obrigado.
Existe uma dezena de softwares para Digital DJing, do mais simples e limitado, para "dar uma brincada" até o mais cascudo e profissional, para quem quer realmente se dedicar aquilo. Da mesma maneira que existe DJ de churrasco e Sashas, Digweeds e Zabielas da vida. Não comparemos laranjas com bananas.
Como existem vários aplicativos, cada um deles com suas particularidades, muda também a maneira de usá-los, a dificuldade, o nível de conhecimento e técnica que você precisa ter, e mais importante, o objetivo, o resultado que você espera. Eu já vi uns que fazem "auto-beatmatch" e "auto-crossfade". Quando você automatiza essas duas tarefas, realmente, você não está fazendo praticamente nada, a não ser selecionando as músicas. E aqui, cabe uma outra discussão, talvez para um post futuro: o principal trabalho do DJ não é exatamente selecionar a melhor sequencia de músicas?
Volto em breve com a Parte 2.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
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